Resumo objetivo do artigo
- O termo de inventariante é o documento que oficializa a nomeação do inventariante e marca o início formal de suas responsabilidades no inventário.
- Ele descreve deveres, poderes e obrigações legais que devem ser cumpridos durante todo o processo sucessório.
- O inventariante representa o espólio, administra bens e presta contas aos herdeiros.
- A orientação de um advogado especializado evita erros, atrasos e responsabilidades indevidas.
Introdução: por que o termo de inventariante é tão importante no inventário?
Ao lidar com a perda de um ente querido, os herdeiros enfrentam não apenas o luto, mas também a responsabilidade de organizar o patrimônio deixado. Para que o inventário avance de forma segura, a lei prevê a nomeação de um inventariante — pessoa responsável por administrar bens, prestar informações ao juiz, representar o espólio e conduzir etapas essenciais até a partilha.
Essa nomeação não é informal. Ela se materializa por meio de um documento fundamental: o termo de inventariante. Esse termo formaliza o cargo, confere autoridade e define os limites da atuação do inventariante. Se o inventário fosse um navio, o termo seria a carta de comandante — é a partir dele que a administração patrimonial se torna legítima.
Para herdeiros que nunca passaram por um inventário, compreender o termo de inventariante é essencial. Ele esclarece quem será o responsável pela condução do processo, o que essa pessoa pode fazer, quais riscos assume e como garantir que tudo ocorra com transparência e segurança jurídica.
O que é o termo de inventariante?
O termo de inventariante é o documento oficial, assinado perante o juiz ou lavrado no processo extrajudicial, que confirma a nomeação do inventariante e marca o início de suas funções.
Ele funciona como:
- um ato de nomeação;
- um instrumento de responsabilidade;
- uma formalização de poderes;
- uma declaração pública de compromisso;
- uma delimitação de deveres.
Sem esse termo, o inventariante não tem autoridade para agir em nome do espólio, nem para representar os bens deixados.
Como o termo de inventariante se encaixa no procedimento do inventário?
O inventário segue uma ordem lógica:
- abertura do inventário;
- indicação de quem será o inventariante;
- emissão e assinatura do termo de inventariante;
- apresentação das primeiras declarações;
- levantamento de bens, dívidas e herdeiros;
- conferência de valores;
- pagamento de impostos;
- partilha final.
O termo de inventariante aparece logo no início e é a base para que todo o restante seja realizado. Sem ele, o processo não avança.
Quem pode ser nomeado inventariante?
A lei estabelece uma ordem de preferência para a nomeação, sendo comum que o termo de inventariante recaia sobre:
- o cônjuge ou companheiro sobrevivente;
- herdeiros necessários;
- herdeiro administrador do patrimônio;
- testamenteiro;
- pessoa de confiança nomeada pelo juiz, se houver conflitos.
Embora exista hierarquia, o juiz pode adaptar a nomeação ao contexto familiar. Em inventários extrajudiciais, todos os herdeiros precisam concordar com quem será o inventariante.
Como ocorre a assinatura do termo de inventariante?
A assinatura varia conforme o tipo de inventário:
No inventário judicial
O juiz nomeia o inventariante e determina a assinatura do termo. A pessoa comparece ao cartório judicial para assinar o documento, que passa a valer imediatamente.
No inventário extrajudicial
O termo de inventariante é lavrado na escritura pública do inventário. Nesse caso, todos os herdeiros devem concordar com o nome indicado.
Em ambos os casos, o termo formaliza a responsabilidade e autoriza a administração dos bens.
Principais deveres estabelecidos pelo termo de inventariante
Ao assinar o termo de inventariante, o responsável assume funções importantes. Entre as principais estão:
1. Representar o espólio
O inventariante é a “voz jurídica” do espólio, atuando em seu nome perante:
- bancos;
- órgãos públicos;
- credores;
- concessionárias;
- terceiros interessados.
2. Administrar os bens
Deve zelar pela conservação dos imóveis, veículos, investimentos e outros bens.
3. Apresentar as primeiras declarações
Etapa essencial que reúne informações sobre:
- relação de bens;
- valores;
- eventuais dívidas;
- herdeiros;
- documentos essenciais.
4. Prestar contas
O inventariante deve manter registro claro e prestável de todas as movimentações financeiras do espólio.
5. Agir com transparência
O termo de inventariante obriga o responsável a atuar com integridade, evitando qualquer prejuízo aos herdeiros.
O inventariante não é dono dos bens — é um gestor temporário do patrimônio deixado.
Quais são os poderes do inventariante definidos no termo?
Junto às obrigações, o termo de inventariante concede poderes fundamentais:
- retirar documentos e certidões;
- solicitar informações fiscais e bancárias;
- movimentar contas específicas do espólio;
- autorizar pagamentos essenciais;
- administrar imóveis e ativos;
- representar o espólio judicial e administrativamente.
Esses poderes tornam possível a condução eficiente do inventário.
Responsabilidades e riscos assumidos ao assinar o termo de inventariante
Assumir o cargo não é apenas um título — é uma responsabilidade jurídica significativa. O inventariante responde por:
- omissões;
- má gestão de bens;
- prejuízos ao espólio;
- atrasos injustificados;
- falta de prestação de contas;
- ocultação de bens ou valores.
Caso haja irregularidades, o juiz pode destituí-lo, responsabilizá-lo e até exigir reparação financeira.
Por isso, é essencial atuar com seriedade e buscar orientação profissional constante.
Quanto tempo dura a função do termo de inventariante?
O cargo permanece até:
- o fim do inventário;
- a nomeação de novo inventariante;
- a renúncia aceita pelo juiz;
- a destituição por motivo relevante.
O termo de inventariante é, portanto, temporário, mas de enorme impacto na condução da sucessão.
O termo de inventariante e a administração de dívidas e obrigações
O inventariante deve:
- levantar dívidas do falecido;
- identificar contratos pendentes;
- organizar pagamentos;
- comunicar credores;
- impedir que obrigações atrasadas gerem prejuízos.
A má gestão dessas dívidas pode afetar diretamente a partilha e gerar litígios entre herdeiros.
Termo de inventariante no inventário extrajudicial
No inventário em cartório, o termo é mais simples, mas igualmente importante. Ele:
- identifica o inventariante;
- autoriza sua representação;
- delimita responsabilidades administrativas;
- permite acesso a documentos e bens;
- integra a escritura que formaliza a partilha.
Mesmo sendo extrajudicial, o papel do inventariante exige rigor e atenção.
Transparência: o elemento essencial do termo de inventariante
A confiança entre os herdeiros é fundamental. O termo de inventariante reforça essa confiança porque cria:
- responsabilidade formal;
- obrigação de prestar contas;
- clareza nos limites de atuação;
- transparência na administração patrimonial.
Quando o inventariante atua de forma ética e organizada, o inventário avança com eficiência e serenidade.
Quando trocar ou remover o inventariante?
A substituição pode ocorrer quando:
- há omissão grave;
- surgem conflitos irreconciliáveis;
- o inventariante age de má-fé;
- ele não presta contas;
- há suspeita de ocultação de bens;
- o processo fica paralisado pela sua inércia.
Nesses casos, o termo de inventariante é cancelado e um novo documento é emitido.
O papel do advogado no processo do termo de inventariante
O advogado especializado orienta o inventariante em questões como:
- interpretar corretamente o termo;
- saber quais atos dependem de autorização judicial;
- evitar riscos de responsabilização;
- conduzir as primeiras declarações;
- administrar documentos e prazos;
- proteger o patrimônio comum dos herdeiros.
Isso dá segurança não apenas ao inventariante, mas a toda a família.
FAQ — Perguntas frequentes sobre termo de inventariante
1. O que é o termo de inventariante?
É o documento que nomeia o inventariante e formaliza suas responsabilidades no inventário.
2. Quem assina o termo de inventariante?
O inventariante nomeado, perante o juiz ou em escritura de inventário extrajudicial.
3. O inventariante pode ser responsabilizado?
Sim. Ele responde por prejuízos causados ao espólio por má gestão ou omissão.
4. O termo de inventariante pode ser revogado?
Sim. Em caso de irregularidades, o juiz pode substituí-lo.
5. É obrigatório ter inventariante?
Sim. Sem inventariante, o inventário não avança.
6. O inventariante decide tudo sozinho?
Não. Ele administra, mas decisões relevantes exigem consenso ou autorização judicial.
7. É necessário advogado?
Sim. A orientação é indispensável, especialmente para evitar erros que geram destituição ou prejuízos.
Conclusão: o termo de inventariante é o alicerce da administração do espólio e da segurança dos herdeiros
Compreender o termo de inventariante é compreender a base de todo o inventário. Esse documento não apenas formaliza a nomeação, mas também estabelece diretrizes claras para a administração responsável do patrimônio. Ele protege herdeiros, orienta o inventariante e dá ao processo a segurança jurídica necessária para avançar sem conflitos.
Ao assumir esse papel, o inventariante se compromete com transparência, cuidado e respeito à memória do falecido. Para os herdeiros, entender como o termo funciona significa acompanhar o processo com confiança, sabendo que há regras claras e responsabilidades bem definidas.
Em momentos delicados, quando a família precisa lidar com saudade e decisões importantes, o termo de inventariante se torna uma ferramenta essencial para organizar, proteger e conduzir o patrimônio com segurança, serenidade e responsabilidade.