Atendi um cliente hoje que me indagou sobre quais os direitos trabalhistas do empregado por comissão. No caso, o cliente estava com dúvida se tinha os mesmos direitos de qualquer outro trabalhador.

Sem dúvida a resposta é sim, tem os mesmos direitos. Os trabalhadores que recebem por comissão têm os mesmos direitos do empregado que recebe salário fixo.

Leia também Quais as consequências da cobrança de meta abusiva?

Inicialmente, a remuneração será por salário fixo, por salário fixo e comissão ou somente por comissão.

O comum é o trabalhador que recebe salário fixo, geralmente o mínimo nacional ou regional. Alguns empregados poderão receber o piso salarial diferente, de acordo com a norma coletiva aplicada a classe.

A ajuda que você precisa, no momento em que mais importa

Não enfrente questões legais sozinho. Fale com um advogado agora e descubra o melhor caminho para resolver seu caso com segurança e agilidade.

O empregado por comissão tem os mesmos direitos de qualquer outro trabalhador?

A saber, os empregados por comissão não poderão receber remuneração ao final do mês não pode ser inferior ao salário mínimo ou piso da categoria.

Por certo, aqui temos alguns problemas muito comuns quanto ao reflexo em outras verbas trabalhistas.

De fato, por ser a comissão uma espécie de remuneração, esta deve vir detalhada no contracheque do empregado, o que não ocorre com frequência.

Quais os direitos trabalhistas o empregador terá que pagar?

O habitual é que os empresários recolham os encargos somente com base no salário mínimo e não nas comissões, o que é errado!

Especificamente quanto aos empregados comissionistas, o empregador deverá recolher o FGTS e INSS com base nas comissões.

Já o cálculo das férias e 13º, integrais ou proporcionais, terão como base a média das comissões dos últimos 12 meses.

E como fica o pagamento de horas extras do empregado por comissão?

É devido o pagamento de horas extras quando o trabalho for realizado na sede do empregador.

Quando o trabalho for desempenhado fora da sede da empresa mas o empregador tiver controle da jornada também será devida a hora extra. Por exemplo, o empregado que abre e fecha a jornada de trabalho por aplicativo em tablet ou celular.

Contudo, para os que trabalham em ambiente externo, onde o empregador não tem controle da jornada, como os vendedores pracistas, não haverá controle de jornada.

Devo pagar comissão mesmo com a inadimplência dos clientes?

Quando o cliente ficar inadimplente, a inadimplência não poderá ser descontada do salário do empregado. Como o risco da atividade será sempre do empregador, a inadimplência será parte do risco do empreendimento.

E o que o empregado por comissão deve fazer pra provar a produção?

Guarde todos os relatórios e recibos de vendas e comissões que recebeu enquanto trabalhou na empresa. Os relatórios e recibos poderão auxiliar a pedir a diferença do pagamento de verbas trabalhistas e de algumas outras verbas suprimidas.

Conclusão.

Por fim, o tema possui maiores detalhes e o presente artigo visou esclarecer o trabalhador.

Além disso, para maiores informações ou esclarecimento de dúvidas, procure seu advogado de confiança, de preferência especialista em direito do trabalho.

A ajuda que você precisa, no momento em que mais importa

Não enfrente questões legais sozinho. Fale com um advogado agora e descubra o melhor caminho para resolver seu caso com segurança e agilidade.

author-avatar

About Luiz Armando Carneiro

Luiz Armando Carneiro é advogado fundador do Carneiro Advogados, com mais de 14 anos de experiência na advocacia e atuação voltada para a solução estratégica de demandas jurídicas de trabalhadores e empresas. É especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, além de possuir especialização em Direito Comercial e Legislação Empresarial, unindo conhecimento técnico e visão prática para lidar com conflitos e prevenir riscos legais no dia a dia. Ao longo da carreira, Luiz Armando construiu uma atuação marcada por atendimento humanizado, linguagem clara e foco em resultados, acompanhando de perto casos que envolvem verbas trabalhistas, rescisão, direitos do empregado, defesa de empresas, contratos e relações empresariais. Seu trabalho busca oferecer segurança jurídica, orientação objetiva e decisões bem fundamentadas, sempre com base na legislação e na jurisprudência atualizada. No blog do Carneiro Advogados, Luiz Armando também assina conteúdos informativos e educativos, com o objetivo de aproximar o direito da realidade das pessoas, ajudando o público a entender direitos, deveres e caminhos legais de forma simples e acessível.